Dentro da Minha Caixa de Recordações

Side note: Today is International Grandparents Day. A while ago, before my granddad died, actually, I started writing this poem for him. Today I translated it into Portuguese and although this is a first draft, I’m proud of it and wanted to add it to my portfolio. I understand a lot of people won’t be able to read and/or understand it, but you can catch the English version right here.

Dentro da minha caixa de recordações

As minhas primeiras recordações são imagens de ti,
de ir à rua contigo, buscar a Rita a escola. Lembro-me
tao bem, era preciso a minha mão inteira para
segurar só num dos teus dedos gigantes.

Na segunda classe a escola levou a minha turma a praia.
Eu guardei os meus óculos dentro do saco do almoço
enquanto fui a água, mas a professora não soube a diferenciar
entre banana e casca, e os ósculos foram parar ao lixo.

Lembro de chegar a casa com uma carta da escola a pedir
desculpa, e uma enxaqueca de não ver nada. Tu não
disseste nada, apenas montaste a tua mota ferrugenta
e desapareceste dentro da noite. Não te vi mais naquele dia.

Na manhã seguinte, tal como magia, apareceram os meus
óculos, vermelhos, redondos e intactos, na mesa da sala.
Tu resmungaste que não tinham sido difíceis de encontrar
mas eu vi aquele sorriso orgulhoso, escondido atras do teu jornal.

Foi neste momento que eu aprendi a amar incondicionalmente.
E ainda tenho esse par de óculos na minha caixa de recordações.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s